Pellegrino Artusi

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Pellegrino Artusi

Autor do manual “A ciência na cozinha e a arte de comer bem”.
Uma obra-prima da culinária italiana.

Pellegrino Artusi, autor de “A ciência na cozinha e a arte de comer bem”, nasceu em Forlimpopoli a 04 de agosto de 1820 no seio de uma rica e grande família, num total de 12 irmãos. Em 1851 mudou-se com a família para Florença, onde Pellegrino, com pouco mais de trinta anos, se dedicou com algum sucesso à actividade comercial. Com as irmãs casadas e os pais falecidos, vivia de rendas graças às propriedades que a família possuía na região Emilia-Romagna. Solteiro, viveu com um criado de sua terra natal e uma cozinheira toscana, Marietta. Ele teve uma vida confortável, sem nunca perder de vista as suas paixões pela literatura e pela culinária. Escreveu a primeira biografia de Ugo Foscolo e, em seguida, “Osservazioni in appendice a 30 lettere del Giusti“. Ambos os livros foram publicados as suas a suas despesas, sem grande sucesso, sucesso esse que viria apenas mais tarde com “A ciência na cozinha e a arte de comer bem”, publicado em 1891. A primeira edição contou com 1.000 exemplares e assim se criou a cozinha italiana moderna.

Artusi, um admirador do fisiologista Paolo Mantegazza, elogiava o progresso e era um defensor do método científico, um método que aplicou no seu livro. O seu manual de facto, pode ser considerado um manual “cientificamente testado”: cada receita foi o resultado de vários testes e ensaios.

Após um século, o receituário encontra-se ainda em impressão tendo sido traduzido em várias línguas, entre elas, última na cronologia, o Português (versão brasileira).
Pellegrino continuou a viver na Toscana, onde morreu a 30 de março de 1911 aos 91 anos.

Ciência na cozinha e a arte de comer bem

O Manual “A ciência na cozinha e a arte de comer bem”, simplesmente conhecido como “L’Artusi” é um livro de receitas de 1891 do escritor e gastrónomo Pellegrino Artusi. Escrito com sabedoria e humor, traduzido em várias línguas, em breve, também em Português – versão portuguesa, é uma obra-prima da culinária italiana.

la-ciencia-in-cucinaA primeira edição foi de 1.000 exemplares. Até 1931 foram impressas 32 edições, fazendo com que o manual Artusi e “Os Noivos” de Alessandro Manzoni, se tornassem nos livros mais lidos pelos italianos, e juntamente com o “Pinocchio” de Collodi e de “Cuore” de De Amicis, continua a ser uma referência da cultura italiana do século XIX.

O livro, escrito duas décadas após a unificação de Itália, foi o primeiro a incluir num único volume receitas culinárias de todas as regiões italianas por isso, a ele é dado o mérito por ter lançado as bases para a formação da cozinha italiana. Só depois de provar prato após prato, e somente quando o resultado da combinação dos alimentos alcançaram a perfeição, as receitas foram transcritas no manual.

O livro, com um grande número de edições e uma ampla disseminação, recolhe 790 receitas, desde os caldos aos licores, passando por sopas, aperitivos, pratos principais e sobremesas. A abordagem é educacional “com este manual prático – Artusi escreve – basta saber ter uma concha na mão”. As receitas são acompanhadas de reflexões e anedotas, em estilo florentino, espirituoso e agradável.

“Eu amo o belo e o bom onde quer que estejam.”

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“A minha longa experiência de vida mostrou-me que a honestidade, no mundo dos negócios e da indústria, é a grande virtude para fazer fortuna no mundo.”

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